Scheilamar palestrando na Primeira Igreja Batista de União da Vitória

04 / Instituições Religiosas

Sua igreja está preparada para acolher famílias atípicas?

Boa intenção abre a porta. Mas é o acolhimento prático que faz a família ficar. Muitas famílias atípicas frequentam a comunidade de fé e ainda se sentem invisíveis — não por falta de amor, mas por falta de caminho.

Sou esposa de pastor batista, mãe de uma criança atípica e educadora especialista em inclusão. Levo para igrejas e instituições cristãs uma conversa sobre acolhimento como expressão concreta do amor ao próximo: o olhar que enxerga, a escuta que permanece, a comunidade que acolhe de verdade.

83,6%dos brasileiros de 10 anos ou mais se declaram católicos (56,7%) ou evangélicos (26,9%)IBGE · Censo 2022
18,6 mide pessoas com deficiência no Brasil: 8,9% da população de 2 anos ou maisIBGE · PNAD Contínua 2022
2,4 mide pessoas com diagnóstico de autismo, 1,2% da populaçãoIBGE · Censo 2022

O que muitas famílias não dizem na porta da igreja

Algumas famílias chegam carregando mais do que as próprias necessidades.

Elas trazem também a experiência de incompreensão, de isolamento e de cansaço. E esperam, dentro da comunidade de fé, encontrar descanso.

01

Chegam cansadas — e saem sem serem vistas

Olhares, silêncios e perguntas sem jeito acompanham muitas famílias atípicas. Uma comunidade pode ser o único lugar onde elas esperam não precisar se explicar.

02

A boa vontade não sabe por onde começar

Líderes e voluntários querem acolher, mas faltam ferramentas práticas. Falta de preparo, não de coração.

03

O “bem-vindo” não chega ao cotidiano

Entre o culto e a vida da semana, a comunidade pode ser rede de apoio ou apenas um lugar de passagem.

Acolher famílias atípicas é cuidado de comunidade. E cuidado, como todo chamado, também se aprende.

Os números

A fé é maioria. A inclusão ainda precisa se tornar prática.

Dados do IBGE sobre a religiosidade, a deficiência e o autismo no Brasil — para lembrar que essas famílias já estão entre nós.

Religião no Brasil: 2010 e 2022% da população de 10 anos ou mais

20102022
65,1%
56,7%
21,6%
26,9%
7,9%
9,3%
CatólicosEvangélicosSem religião

Em 2022, eram 47,4 milhões de evangélicos e 100,2 milhões de católicos. A maioria dos brasileiros vive a fé em comunidade.

Fonte: IBGE — Censo 2022, via Congresso em Foco

Pessoas com deficiência no BrasilPessoas com algum tipo de deficiência

8,9%
da população de 2 anos ou mais
= 18,6 milhões de pessoas

É cerca de 1 em cada 11 pessoas. Estatisticamente, é difícil existir uma comunidade grande sem essas famílias.

Fonte: IBGE — PNAD Contínua 2022

Autismo diagnosticado, por faixa etária% da população de cada faixa com diagnóstico

2,1%
2,6%
1,9%
1,3%
0 a 4 anos5 a 9 anos10 a 14 anos15 a 19 anos

A maior prevalência está entre 5 e 9 anos: crianças que estão no ministério infantil, na escola bíblica dominical, no culto da família.

Fonte: IBGE — Censo Demográfico 2022

Todos os números vêm das fontes indicadas em cada gráfico, consultadas em outubro de 2026, e foram reproduzidos sem arredondamentos próprios. Quando um dado é de outro país ou de um estudo específico, isso está dito no próprio gráfico.

A virada

Acolhimento é amor ao próximo com endereço, nome e rosto.

Toda comunidade deseja ser um lugar de pertencimento. Mas, para algumas famílias, encontrar esse lugar pode ser mais difícil do que parece.

Nesta conversa, falamos do acolhimento como expressão concreta da fé e de como a comunidade cristã pode construir ambientes onde pessoas e famílias sejam verdadeiramente recebidas.

01Afetar-se02Perguntar03Escutar04Conhecer05Permanecer

A igreja pode ser diferente: lugar de presença, de cuidado, de escuta, de comunidade.

O que a sua comunidade leva

  • Caminhos práticos para receber famílias atípicas sem constrangimento.
  • Uma reflexão sobre como a comunidade pode ser presença, e não apenas espaço.
  • Ideias simples que líderes, voluntários e ministérios de família podem levar para a próxima semana.

Veja na prática

Assista a Scheilamar falando para uma igreja local.

Este é o trecho em que falo sobre o olhar acolhedor de Jesus, no culto da família da Primeira Igreja Batista de União da Vitória.

É assim que a conversa acontece: simples, bíblica e voltada para o que a comunidade pode fazer na semana seguinte.

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Scheilamar na Primeira Igreja Batista de União da Vitória Começa em 1h09min53s

Culto da Família, 23/08/2026 — “O Olhar Acolhedor de Jesus” (João 5:1-9). PIB de União da Vitória.

Scheilamar com as filhas, entre elas Lana

Quem vai falar com o seu público

Quem fala de igreja por dentro.

Sou esposa de pastor batista. Conheço a vida de igreja por dentro: o culto, a escola bíblica, o ministério de famílias e a rotina de quem pastoreia e de quem está no banco procurando um lugar.

Sou também mãe de Lana, que nasceu com a Síndrome CHARGE, e educadora com pós-graduação em Educação Especial e Inclusiva. Por isso falo à igreja com a linguagem da fé e com ferramentas práticas: acolher é uma decisão que se constrói.

Esposa de pastor batistaMãe atípicaPós em Educação Especial e Inclusiva

Como funciona

Como funciona para a sua comunidade

Cada conversa começa entendendo quem está do outro lado.

01

Conversa

Conheço a sua comunidade: tradição, público e o momento que vocês vivem.

02

Direcionamento

Definimos o formato: culto da família, encontro de famílias, EBD, congresso ou formação de voluntários e líderes.

03

Palestra

Levo conteúdo, vivência real e reflexão, com a linguagem que respeita a identidade da sua comunidade.

04

Desdobramento

“O que a nossa comunidade pode fazer diferente a partir da próxima semana?”

Quero começar essa conversa

Depoimentos

Toda experiência deixa uma marca.

Mensagens reais de quem já esteve comigo.

“

Muito tocante, Scheila! Tive que parar pra chorar... Vou mandar para algumas pessoas.

Mensagem recebida após a palestra

“

Amei quando fala que sua filha tem um diagnóstico, mas ela não é o diagnóstico. Eu realmente estava precisando ouvir isso tudo.

Luciana — mensagem recebida após a palestra

Perguntas

Antes de marcarmos uma conversa, talvez você queira saber...

O trabalho pode ser realizado em igrejas e instituições cristãs. Falo a partir da vivência batista, mas conversamos antes para que a linguagem e o formato respeitem a identidade da sua comunidade.

Não. A palestra é sobre acolhimento como prática de toda a comunidade. As famílias atípicas são o ponto de partida porque, muitas vezes, são as que mais sentem a falta dele.

Pode ser um culto da família, um encontro de famílias, uma aula na EBD, um congresso ou uma formação de voluntários e líderes. O formato é definido na conversa inicial.

O primeiro passo é conversar comigo. Quero conhecer a sua comunidade e entender o que vocês desejam construir. A partir disso, definimos o formato e as condições.

Que ninguém precise explicar por que merece um lugar à mesa.

Vamos conversar sobre como levar essa mensagem para a sua comunidade. Conte um pouco sobre a igreja e eu retorno pelo WhatsApp.

Um olhar que acolhe transforma.

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