Scheilamar de perfil, olhando pela janela com um livro nas mãos

01 / Educação

Seus alunos já chegaram. Falta a escola aprender a olhar.

O Brasil já tem mais de 2 milhões de matrículas na educação especial. A porta abriu. O que acontece depois dela depende do olhar de quem está na sala.

Sou educadora, pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva e mãe de uma filha com síndrome rara. Levo para a sua equipe uma palestra que não fica na teoria: ela chega à segunda-feira de manhã, na sala de aula.

2,07 mimatrículas na educação especial em 2024 — eram 930 mil em 2015Instituto Rodrigo Mendes · Censo Escolar
92,6%dessas matrículas estão em classes comuns, junto com todos os alunosInstituto Rodrigo Mendes · 2024
6,4%dos professores regentes tinham formação continuada em educação especialInstituto Rodrigo Mendes · 2024

O que acontece quando a matrícula entra e o olhar não

Incluir não é abrir a porta. É decidir o que acontece depois dela.

Eu conheço os dois lados dessa porta: a do educador que quer fazer certo e a da mãe que espera ser escutada.

01

O professor se sente sozinho

A diversidade chegou à sala de aula antes de a preparação chegar à sala dos professores. Boa vontade existe de sobra. Ferramenta prática, nem sempre.

02

O aluno percebe que é diferente — e que não pertence

A escola pode ser o primeiro lugar onde uma criança descobre o que é pertencer. E também o primeiro lugar onde ela percebe que não pertence.

03

A equipe adapta a atividade, mas não o olhar

Adaptação sem acolhimento vira checklist. O aluno sente a diferença entre ser atendido e ser visto.

Escola que acolhe não depende de mais uma regra. Depende de uma equipe que sabe o que fazer com o que já sente.

Os números

A matrícula cresceu. A preparação não acompanhou.

Dados do Censo Escolar, do IBGE e de organizações de referência. Nenhuma estimativa minha — só o que as fontes publicaram.

Matrículas na educação especialEstudantes com deficiência, TEA ou altas habilidades

930 mil
2,07 mi
20152024

Mais que dobrou em nove anos. Entre 2023 e 2024, o INEP registrou +17,2% só em um ano.

Fonte: Instituto Rodrigo Mendes — Panorama da Educação Especial 2025

O autismo no centro da sala de aulaParticipação do TEA nas matrículas da educação especial

5,6%
das matrículas em 2015
44,2%
das matrículas em 2024

Em um ano, as matrículas de estudantes com TEA saltaram de 636.202 (2023) para 918.877 (2024): +44,4%.

Fonte: Instituto Rodrigo Mendes · Extra Classe (Censo Escolar 2024)

A matrícula entrou. O preparo, não.Dados de 2024

Matrículas em classes comuns92,6%
Professores regentes com formação continuada em educação especial6,4%

O aluno está na sala. A formação de quem está à frente dele ainda é exceção. Mais de 20% das escolas também não tinham nenhum item de acessibilidade.

Fonte: Instituto Rodrigo Mendes — Panorama da Educação Especial 2025

Pessoas com deficiência e a escolaridade

Concluíram ao menos o ensino médio

Pessoas com deficiência25,6%
Sem deficiência57,3%

Analfabetismo

Pessoas com deficiência19,5%
Sem deficiência4,1%

O Brasil tem 18,6 milhões de pessoas com deficiência (8,9% da população de 2 anos ou mais). A escola é onde essa diferença começa — ou deixa de existir.

Fonte: IBGE — PNAD Contínua 2022, módulo Pessoas com Deficiência

Todos os números vêm das fontes indicadas em cada gráfico, consultadas em outubro de 2026, e foram reproduzidos sem arredondamentos próprios. Quando um dado é de outro país ou de um estudo específico, isso está dito no próprio gráfico.

A virada

Antes de qualquer adaptação, existe um olhar.

Os números mostram o tamanho do desafio. Minha palestra trata do que fica antes dele: a forma como cada aluno é visto.

Parto de uma sequência simples, que qualquer educador consegue levar para a prática. E fecho sempre com uma pergunta: o que muda na minha sala, a partir de amanhã?

01Afetar-se02Perguntar03Escutar04Conhecer05Permanecer

“A coragem de se permitir ser afetado pela singularidade do outro.”

O que a sua equipe leva

  • Uma linguagem comum para falar de diversidade sem rótulo e sem medo.
  • Perguntas práticas para fazer ao aluno e à família antes de adaptar qualquer coisa.
  • Uma reflexão para o dia seguinte: o que muda na sala, no corredor, na reunião pedagógica?
Scheilamar com as filhas, entre elas Lana

Quem vai falar com o seu público

Formação técnica e vivência real, na mesma conversa.

Sou formada em Educação Física Escolar e pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva. Mas o que dá peso a cada palavra é a vivência: sou mãe de Lana, que nasceu com a Síndrome CHARGE.

Foi a Lana quem me ensinou que, antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa. É dessa mistura entre estudo e vida que nasce a palestra.

Educação Física EscolarPós em Educação Especial e InclusivaMãe atípica

Como funciona

Como funciona para a sua escola

Cada palestra começa entendendo quem está do outro lado.

01

Conversa

Entendo a realidade da sua escola: etapa de ensino, equipe, desafios do momento e o que você espera do encontro.

02

Direcionamento

Definimos juntos o formato e a abordagem: formação de professores, reunião pedagógica, semana pedagógica ou encontro com a comunidade escolar.

03

Palestra

Levo conteúdo, vivência real e reflexão para educadores, gestores e equipe de apoio.

04

Desdobramento

“O que podemos fazer diferente na nossa escola a partir de segunda-feira?”

Quero começar essa conversa

Depoimentos

Toda experiência deixa uma marca.

Mensagens reais de quem já esteve comigo.

“

Amei quando fala que sua filha tem um diagnóstico, mas ela não é o diagnóstico. Eu realmente estava precisando ouvir isso tudo.

Luciana — mensagem recebida após a palestra

“

O que você faz é raro, não se trata de um discurso sobre inclusão, é um relato do que você vive. Você domina a oratória não pela técnica, mas pela verdade que carrega.

Mensagem recebida após a palestra

Perguntas

Antes de marcarmos uma conversa, talvez você queira saber...

Sim. Posso direcionar a conversa para professores, equipe pedagógica, gestores e comunidade escolar, considerando os desafios de inclusão e pertencimento de cada grupo.

Não. O tema é pertencimento: toda pessoa deseja ser vista, respeitada e acolhida. A inclusão de estudantes com deficiência e neurodivergências é parte central da conversa, mas a reflexão é para todos os alunos e para quem educa.

Não. Minha formação em Educação Especial e Inclusiva faz parte da conversa, mas a proposta é partir da realidade do educador e chegar à prática. Falo do que estudei e do que vivo.

O primeiro passo é conversar comigo. Quero entender o contexto da sua escola, o público e o objetivo do encontro. A partir disso, definimos o formato e o investimento.

Sua escola pode ser o primeiro lugar onde uma criança sente que pertence.

Vamos conversar sobre como levar essa mensagem para a sua equipe. Conte um pouco sobre a escola e eu retorno pelo WhatsApp.

Um olhar que acolhe transforma.

Quero levar essa palestra para a minha escola

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