Liderança que cobra, mas não escuta
Líderes são treinados para entregar resultado. Poucos foram preparados para perceber quando alguém da equipe deixou de estar bem.
02 / Empresas
Desde 26 de maio de 2026, os riscos psicossociais entram no gerenciamento de riscos ocupacionais. Norma se cumpre com processo. Cultura se constrói com gente que sabe olhar.
Levo para a sua empresa uma palestra que traduz acolhimento em comportamento de liderança, escuta e relação no dia a dia. Ela não substitui o seu PGR: prepara as pessoas que vão fazê-lo funcionar.
O custo de não olhar
Emoção é a porta de entrada. O argumento é organizacional.
Líderes são treinados para entregar resultado. Poucos foram preparados para perceber quando alguém da equipe deixou de estar bem.
Conflito mal resolvido, sobrecarga e falta de pertencimento raramente chegam ao RH como problema. Chegam como afastamento, desmotivação e rotatividade.
A NR-1 pede que riscos psicossociais sejam identificados e geridos. Cumprir no papel é diferente de transformar a forma como as pessoas se tratam.
Cultura de acolhimento não é discurso de RH. É o que acontece, todos os dias, entre quem lidera e quem é liderado.
Os números
Dados da Previdência Social, do Ministério do Trabalho e da OMS, na forma como foram divulgados.
Crescimento de 15,66% em um ano. Em 2025, ansiedade e episódios depressivos foram os dois diagnósticos que mais geraram benefícios.
Estresse, ansiedade e depressão estão no centro do que a NR-1 pede que as empresas olhem.
Os números pedem um olhar que vá além do individual: para quem sustenta a rotina, a carga e o cuidado.
Portaria MTE 1.419/2024
Aprova o novo texto da seção 1.5 da NR-1, que inclui os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.
Portaria MTE 765/2025
Prorroga a vigência do novo texto até 25 de maio de 2026.
Novo texto em vigor
Empresas passam a incluir riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais.
Fim do período de adaptação das multas
Segundo reportado, a aplicação de multas foi adiada em 90 dias a partir da vigência.
em perdas de produtividade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, mais de 470 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024.
Todos os números vêm das fontes indicadas em cada gráfico, consultadas em outubro de 2026, e foram reproduzidos sem arredondamentos próprios. Quando um dado é de outro país ou de um estudo específico, isso está dito no próprio gráfico. A data das multas da NR-1 é a informada pela publicação citada; confirme com o seu SESMT ou com a assessoria jurídica.
Está nas notícias
Três leituras recentes para colocar o tema na pauta da diretoria.
Dados da Previdência Social: 546.254 benefícios em 2025 contra 472.328 em 2024. Ansiedade e episódios depressivos lideram.
Ler na fonteA partir de 26 de maio de 2026, a NR-1 exige que as empresas considerem riscos psicossociais; a notícia aponta 90 dias de fiscalização educativa antes das multas.
Ler na fonteA OMS estima perdas globais de US$ 1 trilhão por ano em produtividade. No Brasil, os transtornos mentais estão entre as principais causas de licenças médicas prolongadas.
Ler na fonteA virada
Eu começo com uma história real porque é ela que faz as pessoas escutarem. Mas fecho com estrutura: o que muda na forma como líderes perguntam, ouvem e permanecem presentes.
Acolhimento não é discurso corporativo. É mostrar que pequenas mudanças no olhar, na escuta e na relação produzem mudanças importantes na cultura de um ambiente.
Cultura de acolhimento também é vantagem competitiva.
Quem vai falar com o seu público
Sou formada em Educação Física Escolar e pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva. Mas o que faz uma equipe me escutar até o fim é que não falo de inclusão de longe: sou mãe de Lana, que nasceu com a Síndrome CHARGE.
Essa vivência me ensinou que, antes de qualquer cargo ou diagnóstico, existe uma pessoa. É esse olhar que levo para dentro das organizações.
Como funciona
Uma mensagem só faz sentido quando conversa com a realidade de quem a recebe.
Entendo a cultura, o momento da empresa e quem será o público: lideranças, equipes, cooperados.
Definimos o formato: SIPAT, formação de lideranças, encontro de equipes ou convenção.
Levo conteúdo, vivência e reflexão aplicados à realidade organizacional.
“O que muda, a partir de amanhã, na forma como a nossa liderança olha e escuta?”
Depoimentos
Mensagens reais de quem já esteve comigo.
O que você faz é raro, não se trata de um discurso sobre inclusão, é um relato do que você vive. Você domina a oratória não pela técnica, mas pela verdade que carrega.
Mensagem recebida após a palestra
Muito tocante, Scheila! Tive que parar pra chorar... Vou mandar para algumas pessoas.
Mensagem recebida após a palestra
Perguntas
Não. A NR-1 exige a gestão de riscos psicossociais dentro do GRO/PGR da empresa, trabalho que cabe à organização e aos seus profissionais de saúde e segurança. Minha palestra é uma ação de sensibilização e formação sobre acolhimento e relações: apoia a cultura que torna esse trabalho possível, mas não substitui o programa.
Sim. Posso adaptar a conversa para SIPAT, formação de lideranças, desenvolvimento de equipes e outros momentos de cultura organizacional.
Não. Parto de uma vivência real e de formação técnica para chegar a atitudes concretas: perguntar, escutar, permanecer presente. Menos discurso, mais aplicação.
Sim. Empresas e cooperativas, com o formato adaptado ao público, ao tempo disponível e ao objetivo. Conversamos antes para definir o que faz mais sentido.
Vamos conversar sobre a palestra certa para o momento da sua empresa. Conte um pouco sobre o público e o objetivo e eu retorno pelo WhatsApp.
Um olhar que acolhe transforma. Prefiro falar pelo WhatsAppOutros públicos